Militares do Exército Israelense encerram a missão de resgate em Brumadinho

Os integrantes do Exército de Israel, deixam a área atingida pelo crime da Vale com o estouro da barragem em Brumadinho, após 4 dias de muito pouco serviço prestado, mas muita (muita mesmo) política envolvida

Foto: Reprodução da Internet

Após quatro dias de atuação no resgate das vítimas , os militares das Forças de Defesa de Israel deixarão o Brasil nesta quinta-feira (31). O Palácio do Planalto já foi informado sobre o retorno deles, que deve acontecer às 15h. Em nota, a embaixada de Israel no Brasil afirmou que a decisão de deixar a operação de resgate foi tomada em conjunto pelas autoridades brasileiras e o comandante israelense, e destacou que o trabalho da delegação foi elogiado.

A ajuda de Israel no desastre causado pelo rompimento da barragem da Vale foi oferecida pelo premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, ao presidente Jair Bolsonaro.

Equipamentos ineficientes e ausência de experiência em desastres ambientais

Militares israelenses observam zona quente do desastre. Uniformes limpos e bem traquejados. Foto: Reprodução da internet

O comandante brasileiro das operações de resgate, o tenente-coronel Eduardo Ângelo, chegou a afirmar que os equipamentos trazidos pela missão “não eram efetivos para esse tipo de desastre”. O embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, rebateu às críticas afirmando que “há ciúmes na atuação do país”.

“Começamos os trabalhos hoje cedo e até agora ajudamos a resgatar 15 corpos na lama. Não viemos disputar quem é mais forte. Queremos ajudar as famílias, o calor do corpo é o calor da terra. Então nesse caso não funciona. Mas trouxemos, por exemplo, um sonar que pode detectar o corpo, fazer imagem dos corpos na lama”, rebateu o diplomata.

Tenente Amit Levi posa pra foto. Delicadeza máxima, experiência nenhuma Foto: reprodução da internet

Durante coletiva da imprensa, a fotogênica Amit Levi, de 21 anos, tenente do exército de Israel que veio com a missão, a despeito da pouca idade, também nunca tinha participado de uma missão de resgate de sobreviventes em tragédias. Fontes relataram que outros soldados também não tinham experiência ou eram militares aposentados, e que se voluntariaram para vir “ajudar” no desastre-crime em Brumadinho.

Outro episódio que ficará marcado foi o fato, que durante forte chuva na região do Córrego do Feijão, os “bravos soldados israelenses” se recusaram a ir para a região com a lama tóxica, por motivo de alto risco, enquanto os bombeiros de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espirito Santo estavam retirando vítimas e sobreviventes.

Richas, descontentamento e a busca por qual ego é maior do que o sofrimento das pessoas

Em três dias de buscas conjuntas, a relação entre os israelenses e militares brasileiros não foi muito amistosa. Os locais se queixaram do desprezo pelo presidente Bolsonaro à tecnologia nacional e à experiência das Forças Armadas brasileiras no resgate em várias tragédias ambientais.

“Foram mal recebidos pelas forças locais. Problemas com a Polícia Militar de Minas Gerais, Exército e recepção em geral foram relatados”, conta uma fonte.

A informação da partida foi feita pelo embaixador Yossi Shelley que esteve reunido hoje com diversas lideranças políticas do poder público municipal em Belo Horizonte. Só o transporte da delegação custou ao Estado de Israel US$ 7 milhões.

“Israel investiu na missão humanitária e teve como agradecimento imediato uma postura estranha dos militares locais”, disse a fonte.

Foto: Reprodução da internet

Política acima de tudo, nossos interesses acima de todos

Ficou nítido que tanto gasto de milhões de dólares e empenho, foi se não para fazer a famigerada política fascista de Jair Bolsonaro e seus novos aliados-amigos, Netanyahu e Trump. Alías, não era de se espantar se os EUA enviassem também seus soldados com mãos sujas de sangue inocente para “ajudar” no desastre. Os soldados israelenses acostumados a matarem inocentes na Palestina e na Faixa de Gaza, não ficaram à vontade para cumprir aqui uma missão humanitária e de resgate de vidas, motivo este pelo qual estão indo embora. Mas, a dívida ficou aberta. Agora podem cobrar que o governo brasileiro vire refém nas suas mãos sujas de sangue.

Em sua conta pessoal no Twitter, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, postou no domingo (27/1) imagens dos militares enviados para o Brasil e destacou a importância da operação:

“A delegação israelense está a caminho do Brasil para ajudar as vítimas do desastre do desabamento da barragem. Nós ajudamos nossos amigos.”

Fonte: com informações do UOL, Blog do Esmael e

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