Sem apresentar provas, Bolsonaro diz que foi eleito no 1º turno e denuncia fraude

O presidente fez um discurso para apoiadores em Miami e voltou a atacar a imprensa, o Congresso e a oposição

Foto: Carta Capital

O presidente Jair Bolsonaro decidiu investir em mais uma polêmica enquanto o Brasil e o mundo passa por um colapso na economia. Nesta segunda-feira 09, o capitão, que está em Miami, afirmou que houve fraude eleitoral em 2018 e que ele foi eleito no primeiro turno. A acusação, no entanto, não teve nenhuma prova apresentada.

“Pelas provas que tenho em minhas mãos, que vou mostrar brevemente, eu fui eleito no primeiro turno mas, no meu entender, teve fraude”, disse Bolsonaro.

E o presidente voltou a defender mudanças no sistema eleitoral brasileiro, mas sem citar o voto em papel, que ele defende desde quando era deputado federal. “E nós temos não apenas palavra, temos comprovado, brevemente quero mostrar, porque precisamos aprovar no Brasil um sistema seguro de apuração de votos. Caso contrário, passível de manipulação e de fraudes. Então acredito até que eu tive muito mais votos no segundo turno do que se poderia esperar, e ficaria bastante complicado uma fraude naquele momento”, defendeu.

Essa é a primeira vez que Bolsonaro fala que tem provas de fraude eleitoral desde que ocupa o Palácio do Planalto. Nas eleições de 2018, o então candidato do PSL havia feito essa denuncia, mas não apresentou provas para comprovar sua tese.

O discurso do presidente foi feito para um plateia de apoiadores que se reuniram na cidade da Flórida. Bolsonaro falou pouco mais de 30 minutos e voltou a atacar o congresso e a imprensa. Segundo o capitão, o problema do país é a oposição, que aparelha o Estado e “patrocina o atraso no país.”

“Você tem de afastar, não pode ser complacente. Foi o Macri na Argentina complacente, perdeu. Foi o Piñera também, está com problema seríssimo, conta com manifestações quase que diárias, quando começaram os movimentos que diziam que era espontâneo mas mais de uma dezena de estações de metrô foram queimadas simultaneamente, então é orquestrado, sim, não há dúvida que pelo pessoal do Foro de São Paulo. E o Brasil? Será que estamos livres disso? Eu acredito que se bobearmos, volta em 2022, no mínimo. E temos que trabalhar contra essa proposta.”

Fonte: Carta Capital

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