Mulheres de militares bloqueiam entrada de Batalhão da Polícia

Exigindo o pagamento do 13º e a regularização do salário de novembro, com a primeira parcela menor do que em meses anteriores, familiares dos Policiais Militares fazem protesto na entrada do Batalhão no Santa Efigênia

foto: Juarez Rodrigues /EM/DA Press)

Dez mulheres de policiais militares bloqueiam, nesta segunda-feira 17, a circulação de entrada e saída do Primeiro Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais. Elas se manifestam contra a falta de informação do governo do estado em relação ao pagamento do13º e também contra o parcelamento de salários, agravado neste mês de dezembro, com a diminuição da primeira parcela de R$ 3 mil para R$ 2 mil.

Por meio do whatsApp, elas recebem apoio de outras mulheres que prometem se juntar à manifestação. as manifestantes avisam ainda que não deixarão o local até terem uma posição oficial do governo.

“As famílias dos policiais estão sem saber o que fazer, com contas atrasadas, dívida nos bancos, juros elevados e os nomes sujos na praça”, afirma Remata Gomes, esposa de policial militar. “A situação está mais grave este mês, porque reduziaram a primeira parcela de R$ 3 mil para R$ 2 mil. O sentimento é de revolta”, acrescenta.

Procurada pela reportagem do EM, a  Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) considerou a manifestação legitima  e informou que não houve prejuízos para o serviço operacional.

Veja outras manifestações:

Metroviários

A retirada de cláusulas do contrato de trabalho aliado ao baixo reajuste salarial podem contribuir para uma greve dos metroviários de Belo Horizonte a partir desta terça-feira (18). Uma assembleia da categoria, marcada para esta segunda-feira (17), às 18h, na Praça da Estação, definirá se os serviços serão interrompidos.

Ao BHAZ, Romeu José Machado Neto, presidente do Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindimetro-MG), disse que há um impasse no acordo coletivo e que o aumento salarial não está seguindo a inflação. “A greve é um impasse na negociação do acordo coletivo. Querem modificar/retirar 12 cláusulas que são de caráter social. Tentamos várias propostas mas recusaram. Estão propondo aumento salarial de 1%, não resta outra alternativa a não ser deflagrar a greve”, disse.

Para Róbson Zeferino, diretor jurídico do Sindimetro-MG, o baixo reajuste salarial é decorrente da atuação da equipe de transição do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). “Sabemos que há interferência do novo governo. Nossa data base é maio e ainda não fechamos o acordo”, disse.

Servidores do Sistema de Saúde

Servidores estaduais protestaram em Belo Horizonte, na manhã desta segunda-feira (17), por causa da falta de previsão para o pagamento do 13º salário, e o movimento gerou impacto no atendimento em hospitais. Segundo a Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (Asthemg), uma greve por tempo indeterminado atinge dez unidades de saúde em Belo Horizonte.

Manifestantes da área da saúde fecharam o trânsito na Avenida Alfredo Balena, no bairro Santa Efigênia, Região Centro-Sul. Os trabalhadores cobram do governo do estado um posicionamento sobre a data para receber. Na última sexta-feira (14), o governo se reuniria com os trabalhadores para definir a situação, mas o encontro foi cancelado.

“Essa redução, ela é feita de uma forma muito responsável, preocupada com a assistência do paciente. Neste sentido, todas as urgências e emergências estão garantidas. A assistência aos pacientes já internados será mantida, com redução de 50% dos funcionários. Isso naturalmente trará algum tipo de transtorno, mas não colocará em risco estes pacientes”, disse Carlos Augusto Martins, presidente da Asthemg.

A categoria diz que vai manter o mínimo de funcionários trabalhando como determina a lei, mas com o número reduzido, o tempo de espera de quem busca uma consulta, por exemplo, pode até triplicar. A Fundação Hospital do Estado de Minas Gerais (Fhemig) confirmou que há impacto no atendimento, mas disse que um balanço de adesão ainda está sendo feito.

Fonte: com informações do Estado de Minas/ Bhz/ G1

Comentários

Deixe uma resposta