Dia D das passagens de ônibus: tarifa de 2020 será definida nesta quinta-feira

Dia D das passagens de ônibus: tarifa de 2020 será definida nesta quinta-feira

Foto: Jornal Norte Livre

Tarifas do transporte público de Belo Horizonte em 2020 serão definidas hoje. Reunião na Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), com a participação do prefeito Alexandre Kalil, será determinante para definir se as passagens terão ou não aumento. Neste ano, a administração municipal e as empresas de ônibus entraram em rota de colisão, com o prefeito ameaçando não fazer o reajuste devido à falta de cobradores nos ônibus. Hoje, a passagem das linhas predominantes na cidade está a R$ 4,50 (confira quadro). Na hipótese de haver aumento, ele vem se somar aos que vêm ocorrendo no metrô – de responsabilidade do governo federal – de forma escalonada desde maio. O próximo reajuste nesse tipo de transporte vai ocorrer em janeiro, quando o bilhete passará a custar R$ 4.

falta de cobradores de ônibus em Belo Horizonte virou rotina. Por lei, a presença de agentes de bordo é obrigatória na capital mineira. Os veículos só podem circular sem trocador no horário noturno, das 20h30 às 5h59. A exceção são as linhas do Move, que têm ficado imunes à fiscalização. Mas não é o que vem acontecendo. Os coletivos circulam livremente sem os agentes de bordo. Prova disso é o aumento das 60,9% nas multas aplicadas às empresas pela ausência do trocador. De janeiro a novembro, foram 14.980 infrações, totalizando mais de R$ 10,3 milhões em punição. No ano passado inteiro foram 9.306 multas.

Devido ao aumento das infrações, em agosto, o prefeito Alexandre Kalil determinou a contratação imediata de 500 cobradores. A medida foi apresentada durante reunião com representantes dos consórcios. As empresas tinham até setembro para repor os agentes de bordo. O prefeito afirmou que o cumprimento da decisão seria precondição para a liberação de reajustes tarifários este ano. Mesmo depois do prazo, o Estado de Minas flagrou veículos circulando pela cidade sem trocadores em horários em que a presença era obrigatória.

A definição sobre o reajuste ou não das tarifas vai ocorrer em reunião marcada para a tarde de hoje na Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Estarão no encontro, além do prefeito, o secretário municipal de Fazenda, Fuad Noman, o presidente da BHTrans, Célio Bouzada, o procurador-geral do município, Castellar Guimarães, e o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH), Joel Paschoalin.

Análise de contas

As contas das empresas de ônibus de Belo Horizonte serão novamente analisadas. Uma comissão composta por integrantes do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e do Ministério Público de Contas (MPC) vai fazer uma verificação mais abrangente. A prefeitura da capital mineira já havia contratado uma auditoria, que fez uma investigação dos consórcios. Os trabalhos de análise devem durar aproximadamente quatro meses.

Segundo a promotora de Justiça Luciana Ribeiro da Fonseca, da área de Habitação e Urbanismo de Belo Horizonte, a situação é complexa e requer uma análise mais minuciosa. “O objetivo é fazer com que essa comissão, que terá também a participação do município de Belo Horizonte, analise as contas das empresas de uma forma mais abrangente, além do que foi feito recentemente por uma empresa de consultoria”, disse.
auditoria nas contas das empresas foi contratada pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) no ano passado. A empresa Maciel Consultores analisou, durante oito meses, mais de 104 mil documentos. O resultado, apresentado em dezembro do ano passado indicou que o preço da passagem deveria ser de R$ 6,35 para que as despesas do transporte público fossem supridas. Mas esse valor não foi aceito. Outra análise, da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), apontou que a tarifa está defasada e que deveria ser entre R$ 5,04 e R$ 5,61. Esse estudo utilizou a mesma base usada pelo movimento Tarifa Zero para afirmar que a passagem deveria custar R$ 3,45.

Metrô continua em alta

Os moradores de Belo Horizonte já vêm sofrendo com os aumentos da tarifa do metrô, que liga a cidade a Contagem. Desde abril, as passagens vêm sofrendo reajustes, como foi determinado pela 15ª Vara da Justiça Federal em Minas Gerais. O último deles ocorreu em novembro, quando o preço do bilhete passou de R$ 3,40 para R$ 3,70. E não vai parar por aí. No início de 2020, mais precisamente em 5 de janeiro, o valor vai passar para R$ 4. Dois meses depois, terá um novo aumento, chegando a R$ 4,25.

Fonte: Estado de Minas
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