Trabalhadoras e trabalhadores ocupam as ruas de Belo Horizonte no 1º de Maio

Carreata tem como principais pautas ações pela vida, contra a fome, pelo emprego, a democracia, vacinação já para todas e todos, auxílio emergencial de R$ 600, fora Bolsonaro e fora Zema

Escrito por: Rogério Hilário

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ROGÉRIO HILÁRIO

A Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), entidades CUTistas, parceiros e lideranças políticas no Estado se uniram neste sábado, em Belo Horizonte, na Carreata do 1º de Maio. A manifestação, seguindo todos os protocolos necessários nesta crise de saúde sanitária provocada pela pandemia de coronavírus, teve concentração na avenida Abrahão Caram, na Esplanada no Estádio Mineirão. Na sequência, centenas de carros seguiram pela Avenida Antônio Carlos até o Centro da capital mineira. O protesto foi encerrado na Praça da Estação.

A carreata fez parte da Campanha CUT Minas Solidariedade de Classe. Os manifestantes, durante o protesto do Dia das Trabalhadoras e dos Trabalhadores, dialogaram com a população de Belo Horizonte sobre pautas como ações pela vida, contra a fome, pelo emprego, a democracia, vacinação já para todas e todos, auxílio emergencial de R$ 600, contra a reforma administrativa e as privatizações, defesa das estatais, do serviço e dos servidores públicos, fora Bolsonaro e fora Zema. Diante do descaso dos governos de Jair Bolsonaro e Romeu Zema no enfrentamento da crise sanitária, social e econômica que assola o país, a classe trabalhadora se uniu para enfrentar a fome, a carestia e a política de genocídio.

“Construímos desta vez um Dia das Trabalhadoras e dos Trabalhadores simbólico e emblemático da situação dramática que a classe trabalhadora e todo o povo brasileiro enfrenta. E que faz parte da Campanha CUT Minas Solidariedade de Classe, em meio a uma pandemia que devasta a população. Mais de 400 mil pessoas morreram por responsabilidade de um governo da morte e genocida. Um desgoverno que, independendemente do Covid-19, trouxe novamente miséria e fome a brasileiras e brasileiros. São quase 15 milhões de desempregados no país, por conta da política econômica do governo de Jair Bolsonaro. Além disso, o Brasil, teria toda a população vacinada não fosse o negacionismo de Jair Bolsonaro, que afetou toda a população, em conluio com Romeu Zema, que agiu da mesma forma em Minas Gerais. Seguiremos nas ruas, sempre, nas nossas lutas por vacina para todas, emprego, auxílio emergencial de R$ 600, contra reforma administrativa, privatizações, fora Bolsonaro, fora Zema”, afirmou o presidente da CUT/MG, Jairo Nogueira Filho.

“Saúdo trabalhadoras e trabalhadoras brasileiras no seu dia. E, principalmente as mulheres, representadas, entre outras, pela deputada estadual Beatriz Cerqueira e pela secretária-geral da CUT/MG, Lourdes Aparecida de Jesus. Este 1º de Maio se materializa num momento em que acontece uma CPI no Senado que analisa o genocídio que aconteceu neste país neste período de pandemia. São mais de 400 mil vítimas e os cientistas avaliam que o número vai superar 500 mil, tornando o Brasil o país que mais matou na pandemia. Um país em que o presidente considerou a pandemia uma gripezinha, quis substituir a vacina por cloroquina. O governo de Jair Messias Bolsonaro fez isto”, disse o deputado federal Rogério Correia (PT).

“E deveria não apenas sofrer impeachment, mas sair preso. Nós, dos partidos de oposição, diante de tantos crimes cometidos pelo governo, estamos organizando e construindo uma proposta de superimpeachment. O governo é responsável por mais de 400 mil mortes, por uma política econômica que resultou em 14,5 milhões de desempregados, atentado ao estado democrático, crimes contra a Amazônia e ao meio ambiente, contra os índios e dos quilombolas, em favor dos madeireiros ilegais. O Guedes (Paulo Guedes, ministro da Economia) chegou ao disparate de dizer que o problema são os idosos, que estão vivendo mais. Este governo quer que o povo viva menos. Bolsonaro vai sair pela porta dos fundos de Brasília pela força do povo brasileiro”, afirmou Rogério Correia.

A deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) fez uma saudação a trabalhadoras e trabalhadores em seu dia e revelou que está em fase de articulação uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra os desmandos do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). “Estamos, na Assembleia Legislativa, construindo uma CPI para investigar as irregularidades nas contas da Cemig apresentadas pelo governo do Estado. Um governo que também tem uma postura semelhante ao governo federal, pois não fortaleceu o SUS e a Funed, para produção de vacinas para combater a pandemia de coronavírus. Um governo que prioriza privatizações da Cemig, da Copasa, das empresas estatais”, destacou a parlamentar.

“E, ao contrário do que fez Romeu Zema, nós deputados assumimos um compromisso de luta pela população mais carente. Na Assembleia, aprovamos um auxílio emergencial de R$ 600. Não vamos deixar de ocupar as ruas. Elas são nossas. Sempre vamos ocupá-las para combater os fascistas e estes governos que nada fazem para minimizar a miséria e pela vida do povo mineiro. Um governo genocida que vamos combater juntos. Viva a classe trabalhadora, vida a CUT Minas”, concluiu Beatriz Cerqueira.

Na Grande Belo Horizonte, também aconteceu uma Carreata em Contagem, que, por décadas foi palco da Missa das Trabalhadoras e dos Trabalhadores, na Praça da Cemig.

Fonte: CUT-MG

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