Servidores protestam em BH contra fechamento da Justiça do Trabalho

Eles se concentraram em frente ao prédio no bairro Barro Preto, na Região Centro-Sul da capital

Foto: Sitraemg

Advogados, magistrados e servidores protestaram, na manhã desta segunda-feira (21), em Belo Horizonte, contra o fechamento da Justiça do Trabalho.

Eles se concentraram em frente ao prédio da Avenida Augusto de Lima, no bairro Barro Preto, na Região Centro-Sul, e a manifestação foi acompanhada pela Polícia Militar.

Recentemente, o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), disse que há um estudo sobre a extinção da área.

Segundo os organizadores, houve protestos, também, em outras cidades no interior do estado.

O Palácio do Planalto disse que não vai comentar sobre o protesto.

Atos por todo o país nesta segunda-feira (21) marcaram o início de um movimento em defesa da Justiça do Trabalho. Em São Paulo, advogados, magistrados e servidores se reuniram em frente ao Fórum Trabalhista Rui Barbosa, na região da Barra Funda, oeste da capital paulista.

O ato foi organizado após declarações do presidente da República, Jair Bolsonaro, de que pretende enviar ao Congresso Nacional uma proposta para acabar com esse ramo do Judiciário, especializado na regulação das relações trabalhistas.

Segundo o Movimento em Defesa da Justiça do Trabalho, integrado por diversas entidades, a afirmação feita por Jair Bolsonaro de que a Justiça do Trabalho tem altos custos não condiz com a realidade. O movimento destaca dados do relatório Justiça em Números, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 2018, que aponta que a Justiça Trabalhista custa cerca de R$ 88,00 por ano por habitante, o que corresponde a menos da metade do que custa a justiça comum.

O movimento afirma ainda que “o tempo de tramitação processual na Justiça do Trabalho está entre os menores do Judiciário como um todo”.

“A Justiça do Trabalho é um pilar do Estado Democrático de Direito. E ela não está aqui para dar lucro. Ela está e estará aqui para distribuir Justiça. E hoje vamos defender aquela que sempre nos protegeu”.

Guilherme Guimarães, presidente da Associação Nacional de Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), recordou os 75 anos da Justiça do Trabalho. Afirmou que o movimento em sua defesa é apartidário, mas que responde a um prenúncio político sobre as intenções do novo governo quanto ao destino dos órgãos de justiça relacionados ao direito laboral.

Fonte: com informações do G1/ Brasil de Fato

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