Preocupada somente com seus lucros grupo Ânima (UNA) impõe sistema precário de aulas EAD

Desde o início da pandemia e com as ações de isolamento social no Brasil, o grupo Ânima, que é um dos maiores monopólios educacionais do País, que detém o Centro Universitário Una e o Uni-BH em Minas Gerais, logo transferiram todas as suas aulas para as plataformas online que já utilizavam para os cursos presenciais que possuíam algumas disciplinas de forma hibrida/online.

Foto: Whatsapp

As aulas estão acontecendo por vídeo conferência, e mesmo com todos os esforços dos professores, seguem de maneira precária, com os alunos enfrentando inúmeras dificuldades de acessos as aulas, sejam por que não estão matriculados nas disciplinas corretas ou por não terem acesso à internet, ou ainda por não terem um computador em casa Em turmas com 60 alunos somente a metade ou menos que isso conseguem acessar as aulas, o que prejudica também a aprendizagem dos estudantes pois, apesar dos professores não poderem cobrar presença ou aplicar atividades de cunho avaliativo, a grande maioria perde os conteúdos das disciplinas.

Em outros casos, as aulas práticas que devem ser um espaço para que os alunos pratiquem o conteúdo aprendido em sala, não estão ocorrendo de maneira satisfatória, levando a uma defasagem dos processos de aprendizagem, que já são precários nas instituições de ensino privado que na maioria das vezes não possuem o fomento à pesquisa e extensão do ensino.

Recentemente foi divulgado pelo reitor da Ânima que as mensalidades seguem sendo cobradas de maneira integral pois eles tiveram gastos comprando plataformas de transmissão digital, e que inúmeras matriculas foram trancadas por conta da pandemia, o que demostra claramente que a preocupação é com seus lucros transformando a educação em mercadoria. Vale lembrar que no início desse ano a Ânima reajustou todas as suas mensalidades em uma média de 9,5 %. Exige-se que todas as mensalidades sejam reduzidas e que o salário sejam pagos de forma integral para todos os funcionários.

Em uma outra ação, que visa somente seus lucros, durante essa semana o Centro Universitário Una lançou o vestibular online, mesmo sem ter uma resposta concreta que ajude os alunos já matriculados e com dificuldades de acessar e participar das aulas online.

São em momentos de crises que os grandes monopólios educacionais avançam na transformação da educação em mercadoria para encher seus bolsos os lucros e deixar milhares de jovens com o ensino precário. Os ataques as universidades públicas também servem de alimento para esses tubarões da educação, enquanto o governo atacam as universidades públicas com cortes e impede o acesso de todos aqueles que querem estudar com o vestibular, esses monopólios lucram com os estudantes que não conseguem furar esse filtro social são empurrados para as universidades particulares entrando assim em uma dupla jornada e entregando todo seu salário para os capitalistas da educação.Por isso, defendemos a suspensão imediata de todas as mensalidades, e que os estudantes, professores e funcionários possam decidir conjuntamente o que deve ser feito agora diante da necessidade do combate a pandemia.

Para pôr um fim nos cometidos pelos donos das faculdades privadas é necessário a estatização de todas as instituições de ensino superior, [sem indenização dos proprietários, incorporando terceirizados e sob o controle dos trabalhadores destas universidades, estudantes e a população] para que o conhecimento produzido nas universidades esteja totalmente a serviço dos trabalhadores e da população e não do lucro dos grandes empresários da educação e para que todos tenham acesso ao ensino público, gratuito e de qualidade.

Fonte: Esquerda Diário

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