‘Fora, Bolsonaro’: Volta Belchior é tomado por gritos de protesto contra o presidente da República

O carnaval em Belo Horizonte ficou marcado pelo forte tom de críticas ao atual governo de Bolsonaro e a Romeu Zema. Escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo também criticaram na avenida o governo fascista de Bolsonaro

Desfile nas Escolas de Samba do Rio de Janeiro Foto: Reprodução da internet

Os gritos de “Fora, Bolsonaro” tomaram o bloco Volta Belchior, na avenida dos Andradas, na tarde deste Sabadão de Carnaval. Mais cedo, também neste sábado (22), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), já tinha sido alvo dos foliões da capital mineira como uma reação à exigência repentina que inviabilizou a saída de blocos (leia mais aqui).

No Rio, o presidente também foi criticado em grande escala: a escola de samba Acadêmicos de Vigário Geral desfilou na avenida Sapucaí, na sexta-feira (21), com um boneco de palhaço gigante usando uma faixa presidencial, em alusão a Bolsonaro, apelidado de “Bozo”.

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O bloco, que começou às 14h e vai até as 18h, já reúne mais de 100 mil pessoas na Andradas, perto da avenida Silviano Brandão. Fundado em fevereiro de 2019, o Volta, Belchior é uma homenagem ao cantor e compositor Belchior e à sua enorme contribuição à Música Popular Brasileira.

O Carnaval de Belo Horizonte renasceu, em 2009, durante um ato político contra o então prefeito Marcio Lacerda. Na ocasião, o chefe do Executivo assinou um decreto proibindo o uso de praças da capital para manifestações culturais.

A Praça da Estação passou a ser ocupada, como forma de protesto, por artistas, intelectuais, estudantes, que se vestiam apenas com roupa de banho. Assim nasceu a Praia da Estação, mãe de grande parte dos blocos que surgiriam no ano seguinte. O decreto foi revogado.

Bolsonaro vs. Carnaval

No ano passado, Jair Bolsonaro usou o Twitter para publicar um vídeo obsceno e criticar o Carnaval brasileiro. As imagens, na postagem já apagada, mostravam dois homens tocando suas partes íntimas e, em um dado momento, um deles urina na cabeça do outro.

“Não me sinto confortável em mostrar, mas temos que expor a verdade para a população ter conhecimento e sempre tomar suas prioridades. É isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro. Comentem e tirem suas conslusões (sic)”, escreveu Bolsonaro na postagem.

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Em outra publicação, o presidente perguntou, ironicamente, “o que é golden shower”, em alusão à prática sexual de urinar no parceiro ou parceira ou receber urina.

Pelo Twitter, diversos usuários levantaram hashtags pedindo o impeachment do presidente. O argumento é que o presidente quebrou o decoro do cargo, amparado pela Lei 1.079 da Constituição Federal, que diz: “proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo”.

No Carnaval de 2019, Bolsonaro também foi alvo de manifestos e críticas em blocos pelo país. No Então, Brilha! uma multidão entoou, em coro, o grito: “Ei, Bolsonaro, vai tomar no c*!” e manifestações contra a Reforma da Previdência também foram destaque em meio ao cortejo.

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Fonte: BHAZ

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