Ditadura de Bolsonaro começa seus primeiros atos de intolerância

Os ataques às universidades públicas em 48h foram brutais. O ERED (encontro regional de estudantes de direito) de Petrópolis recebeu mandado de Busca e apreensão que inclui lista de participantes e material do encontro há menos de um mês. A UERJ foi invadida hoje pela PM e TRE-RJ exigindo a retirada de faixas “Marielle vive” e “Ditadura nunca mais”. Professores e estudantes detidos, material detido, terror, censura…totalmente arbitrário, absurdo, inadmissível, revoltante!

Foto: reprodução da internet

Segue a lista das universidades públicas que sofreram ofensivas de todos os tipos, repito, em 48h (a lista já está defasada):
UFPB
UERJ
UFU
UFAM
UCP
UniRio
UEPB
UFMG
UFG
UNEB
UCP
UFMS
UFRJ
UFERSA
Unilab
UFF
Unifei
UFBA
UFCG
UFMT
UENF
UEPA
UFGD
UNESP Bauru
UFSJ
UFRGS
UFFS
IFB
UNEB
UFRRJ

“Na UEPA, em Igarapé-Açu (PA),
A Polícia Militar, sem mandato, a pedido de uma discente bolsonarista invadiu a aula do prof Mário Brasil (coordenador do curso de ciências sociais) para interrogar o teor ideológico de sua disciplina.
A disciplina era “sociologia das mídias digitais” e o tema da aula era “fake news”. Os policiais queriam prender o professor, mas foram interpelados pela comunidade acadêmica.

Na UFGD, em Dourados (MS),
A Polícia Federal, sem mandato, invadiu o DCE (coisa que não ocorria desde o AI-5 na ditadura militar) para apreender material sobre a história do fascismo.
Estudantes membros do DCE foram presos, mas já foram liberadores pelos advogados da Universidade.

Na UFCG, em Campina Grande (PB),
A Polícia Federal, sem mandato, invadiu a sede da ADUFCG, sindicato docente, para apreender material sobre o programa “Universidade é democracia” alegando que fazia propaganda eleitoral.
Na ocasião tentaram prender professores, mas foram interpelados pelas forças da universidade.

Na UFF, em Niterói (RJ),
A Polícia Militar, sem mandato, invadiu o Prédio do ICJ, de Direito, para arrancar a bandeira da UFF ANTI-FASCISTA. Diziam os policiais “anti fascista” é “anti bolsonarista” e portanto não pode.
Implicitamente, sem perceber os pms reconheceram seu candidato como fascista”.

As 4 reitorias em questão já se posicionaram. Vão cobrar o caso judicialmente, mas isso é uma onda difícil de conter.

Fico pensando quanto tempo vai levar para invadirem minhas aulas numa disciplina como Geografia Econômica, ou Geografia Política, ou Geografia do Espaço Mundial…

Estamos há um passo de ver o que não víamos desde a ditadura. A polícia matando professores e alunos dentro do campus.

NÃO PASSARÃO!!

Fonte: com informações do Plantão Brasil

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