Caravana do Semiárido contra a fome em Belo Horizonte

Caravana do Semiárido contra a fome denuncia a volta do Brasil ao círculo da fome e da pobreza

O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo e, ainda assim, está longe de garantir o acesso de toda população a uma alimentação segura e saudável. Se os números de 2014 representavam a diminuição de 28,8% da população com fome, nos últimos três anos esta tendência tem se revertido. Em relatório do IBGE de dezembro de 2017 demonstrou crescimento da miséria, fome e desigualdade no nosso país.

A Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA) realiza de 27 de julho até 7 de agosto uma grande caravana que percorrerá mais de quatro mil quilômetros para registrar e denunciar a volta da fome no Brasil. Começando em Caetés (PE), cidade de nascimento do ex presidente Lula, e passando por diversos estados, chegou ontem (30) na capital mineira. A caravana seguirá para São Paulo e depois Curitiba.

A caravana chegou em Belo Horizonte, com mais de 100 militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Frente Brasil Popular (FBP) que na tarde de ontem (30) contou com panfletagem e politização da população no centro da Praça Sete. Além de distribuição de panfletos chamando à atenção ao momento político que vivemos no Brasil, houveram discursos, assinatura do pedido da população à liberdade do ex presidente Lula e montagem da Tenda da Democracia.

A noite, houve o grande ato político contra a fome no Armazém do Campo/BH e que contou com atrações artísticas e discursos de integrantes do MST, Frente Brasil, ASA, Deputado Federal Patrus Ananias (PT/MG), Deputada Federal Margarida Salomão (PT/MG), entre outras personalidades políticas.

A caravana busca denunciar o aumento da fome, mas também dialoga com a campanha Lula Livre e por seu direito de ser presidente, e convocar a todas e todos que se juntem no próximo dia 15 de agosto, em Brasília – DF no Registro da candidatura do ex presidente Lula como candidato à presidente da República.

Fonte: com informações do MST/ Brasil de Fato

Comentários

Deixe uma resposta