Agressões de Bolsonaro conseguiram unir o STF e a Câmara na defesa da democracia

“É preocupante que ele não aceite limites que a democracia impõe, queixando-se de que sua caneta não tem tinta”, acrescenta o jornalista Merval Pereira. “Para parar o STF, nem mesmo mandando o soldado e o cabo, como disse o filho 03 Eduardo, para fechá-lo”

Foto: O Dia

Em sua coluna publicada no jornal O Globo, Merval Pereira afirma que Jair Bolsonaro “conseguiu cimentar uma união interna no Supremo Tribunal Federal (STF) que já vinha sendo formada no cotidiano da Corte diante dos riscos à democracia desenhados pela retórica agressiva dos militantes bolsonaristas, em manifestações avalizadas pelo próprio presidente, e em atitudes agressivas das milícias, digitais ou não, contra seus membros”.

“Para além desse sentimento até mesmo de autopreservação, não fosse a ameaça à democracia, os ataques ao decano do STF, ministro Celso de Mello, tornaram-se exemplares da falta de limites desses militantes, que o decano classificou de ‘bolsonaristas fascistóides'”, acrescenta.

De acordo com o jornalista, “os membros do Supremo riscaram uma linha de onde não admitirão passar os desmandos do presidente e seus seguidores”. “Em consequência, as duas novas tentativas do governo de reverter decisões do Supremo têm chances próximas de zero de vingar, tanto o habeas corpus a favor do ministro Abraham Weintraub, quanto o pedido de fim do inquérito sobre fake news feito pelo Procurador-Geral da República, Augusto Aras”, diz.

“É preocupante que ele não aceite limites que a democracia impõe,  queixando-se de que sua caneta não tem tinta”, continua. “Para parar o STF, nem mesmo mandando o soldado e o cabo, como disse o filho 03 Eduardo, para fechá-lo”.

Fonte: Brasil 247

 

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