Parlamentares reagem ao desmonte de Bolsonaro na Educação

Apesar de negar possíveis cobranças de mensalidades de estudantes das universidades federais neste fim de semana, as medidas adotadas por Abraham Weintraub, à frente do Ministério da Educação (MEC), foram alvos de uma enxurrada de críticas de parlamentares.

Em dois dias, além de mudanças nos regimes de universidades, reportagens de diferentes veículos apontaram o esvaziamento dos investimentos direcionados à educação básica pública durante os primeiros seis meses de gestão.

O vice-líder do PCdoB, o deputado federal Márcio Jerry externou sua indignação nas redes sociais. “Impressiona o desprezo de Jair Bolsonaro pela educação. Expele raiva da educação pública, a persegue, diminui recursos.

Expressa toda a sua mediocridade e obscurantismo ao colocar a educação como inimiga”, comentou em um tuíte. Autor de um Projeto de Lei que tenta impedir o corte e a suspensão de bolsas de pesquisas, Jerry afirmou que é preciso reagir nas ruas, escolas e parlamento contras as decisões.

Também pelo Twitter, Orlando Silva (PCdoB-SP) afirmou que não bastou a Bolsonaro cortar recursos dos jovens do Institutos Federais e das Universidades. Não bastou cortar bolsas de mestrado e doutorado, Bolsonaro elegeu a educação como inimiga nº1 de seu desgoverno. “O semeador da ignorância quer tirar também as escolas das crianças. Quer levar o Brasil a um apagão educacional”, disse.

Para a vice-líder da minoria, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), o governo não tem compromisso com o futuro de crianças e jovens. “Um governo que não investe em educação e que persegue os professores, não têm nenhum compromisso com o futuro do país”, salientou.

A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) reiterou crítica que para aprovar a cruel reforma da Previdência, Bolsonaro recorreu a compra de votos, com a liberação de emendas parlamentares. “Decisão 1: Bolsonaro distribui bilhões à deputados para aprovar a Reforma da Previdência. Decisão 2: Bolsonaro corta dinheiro para construção de creches, alfabetização e ensino técnico”.

No domingo (14), uma outra matéria publicada pelo Valor apontou a convocação feita pelo MEC, a fim de tornar pública a Reforma Administrativa que fará com que Universidades Públicas deixem ser Autarquias e passem a ser subordinadas ao regime jurídico de direito público. A reunião está marcada para esta quinta-feira (18), durante o lançamento do Programa “Future-se”.

Fonte: Folha de S. Paulo / Brasil 247, via PCdoB na Câmara

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