Lula: “Não aceito barganhar minha liberdade”

Em carta publicada nas redes sociais, ex-presidente afirma que não aceita cumprir o restante da pena em regime semiaberto

Foto: DCM

O ex-presidente Lula afirmou, em carta publicada nesta segunda-feira 30, que não irá “barganhar” seus direitos e sua liberdade em resposta à intenção da Operação Lava Jato em concedê-lo prisão domiciliar.

Na última sexta-feira 27, procuradores da Lava Jato apresentaram à Justiça um pedido para que Lula cumpra o resto da pena em regime semiaberto. A justificativa é de que ele já teria cumprido um sexto da pena e, portanto, já estaria apto para cumprir parte da pena em casa. Lula foi condenado a 8 anos e 10 meses de prisão no caso do triplex do Guarujá.

No entanto, Lula afirmou em carta que não troca sua “dignidade pela liberdade”, e que cabe ao Supremo Tribunal Federal “corrigir o que está errado, para que haja justiça independente e parcial”. O ex-presidente encontra-se preso na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba desde 7 de abril de 2018.

Os advogados do ex-presidente concederam entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, na saída da Superintendência da PF em Curitiba, e afirmaram que não receberam, ainda, nenhuma decisão expedida pela justiça sobre a progressão de pena de Lula.

Lula e o STF

O Supremo Tribunal Federal continua, nesta quarta-feira 02, o julgamento do habeas corpus do ex-gerente da Petrobras, Márcio de Almeida Ferreira, que, em tese, poderia beneficiar o ex-presidente no caso do sítio de Atibaia.

Após o julgamento de Bendine, a defesa de Lula também apresentou pedido de habeas corpus, solicitando a aplicação do mesmo entendimento. Na ação do petista, os advogados alegam que ele não teve direito de se defender após as acusações dos réus delatores.

No dia 20 de setembro, o então procurador-geral da República interino, Alcides Martins, emitiu parecer contrário ao recurso apresentado pela defesa que pedia a suspeição dos procuradores que atuaram nos casos do triplex do Guarujá e do sítio de Atibaia.

O pedido foi feito após a repercussão das mensagens reveladas pelo portal The Intercept Brasil apresentarem diálogos privados que, para os advogados, provam a imparcialidade do processo contra Lula.

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