Contra mineração predatória, população abraça Serra do Curral

Evento conta com atrações artísticas e programação infantil

Foto: Brasil de Fato

Domingo (2), acontece em Belo Horizonte a segunda edição do abraço simbólico à Serra do Curral. O evento acontece pela segunda vez. Este ano, o lema é “Mineração Predatória, não”. O objetivo é alertar a população de Belo Horizonte sobre as ameaças que pairam sobre a Serra do Curral.

O evento começa no Parque das Mangabeiras, às 8h da manhã, e segue em caminhada até o Pico Belo Horizonte. Depois, haverá apresentações musicais e outras atividades artísticas, programação para crianças e o lançamento do livro “Desmineração”, do escritor Euler de Carvalho Cruz.Entre as atrações, os músicos Rubinho do Vale, Dona Jandira, Ladston Nascimento e outros.

“Este evento vem para que a gente frequente o lugar, conheça, ajude a preservar. Sabemos que o Parque das Mangabeiras existe para preservar esse local. Lá, temos uma área de proteção ambiental que guarda campos rupestres, mata atlântica e cerrado, com uma diversidade de fauna muito grande. Além disso, a Serra do Curral faz parte do maciço do Espinhaço, que vem desde a região Sul, e é responsável pela captação de águas para as bacias do Rio das Velhas e do Rio Paraopeba”, explica a professora e ambientalista Vera Baumfeld

Mineração: a grande ameaça

Em fevereiro, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal de Belo Horizonte divulgou um relatório sobre a mineração na Serra do Curral. O relatório recomendou a suspensão definitiva das atividades da Empresa de Mineração Pau Branco (Empabra) no local e o aumento da fiscalização sobre obras emergenciais e de recuperação da área degradada, entre outras medidas (confira o relatório: tinyurl.com/y2l7dss6).

A Empabra opera na Mina Corumi, na região do Taquaril. “A mineração é o que mais ameaça. Quando vamos atrás da Serra do Curral, em Nova Lima, vemos que não há absolutamente mais nada, além de casas e barragens de rejeitos”, denuncia a professora e ambientalista Vera Baumfeld.

Fonte: Elis Almeida/ Brasil de Fato

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