Caminhoneiros protestam contra alta do diesel no país

Caminhoneiros protestam contra o aumento do diesel nesta segunda-feira (21), dia em que foi anunciada mais uma alta do valor nas refinarias, de 0,97% a partir de terça (22)

Na semana passada, foram cinco reajustes diários seguidos. A escalada nos preços acontece em meio à disparada nos preços internacionais do petróleo.

Foto: Alan Alex

 

A Petrobras diz que as revisões podem ou não refletir para o consumidor final – isso depende dos postos. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel nas bombas já acumula alta de 8% no ano. O valor está acima da inflação acumulada no ano, de 0,92%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No início da manhã havia atos em pelo menos 15 estados: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

Minas Gerais

Região Metropolitana: uma faixa da Rodovia Fernão Dias no km 513, em Igarapé, foi fechada pelos manifestantes no sentido SP. Houve protesto no km 511 da BR-040, Ribeirão das Neves, na pista sentido capital mineira. De acordo com a Via 240, a retenção chegava a 5 km perto das 9h. No km 368 da BR-262, em Juatuba, a rodovia foi fechada nos dois sentidos durante toda a madrugada, e o congestionamento chegava a 4 km nesta manhã.

Zona da Mata: há protesto no km 699, em Barbacena, e no km 808 da BR-040, em Matias Barbosa. Por volta das 10h, o tráfego estava com 3 km de lentidão nos dois sentidos da rodovia, perto de Barbacena.

Centro-Oeste: há atos na MG-050, em Itaúna e Divinópolis, na BR-381, em Oliveira e na BR-262, em Igaratinga. Em todos os trechos, carros de passeio não foram impedidos de passar.

Grande Minas: na BR-251, até as 9h havia ato em Francisco de Sá. Segundo a PRF, o trânsito está liberado para veículos de passeio e ônibus.

Região dos Vales: houve ato na BR-381, em Ipatinga. Os caminhoneiros estão parados no acostamento e o trânsito está liberado.

Sul de Minas: foram registradas paralisações em pelo menos quatro rodovias – Fernão Dias, BR-265, BR-491 e MG-050. Em quase todos, a interdição das vias foi parcial. Próximo a Varginha e Três Corações, na BR-491, a manifestação começou às 7h e paralisou a pista nos dois sentidos.

Em meio a protesto, Petrobras anuncia novo aumento no combustível

Foto: Alan Alex

Os preços do diesel e da gasolina voltam a subir nas refinarias a partir desta terça-feira (22/5). Segundo informações do site da Petrobras, a gasolina subirá 0,9% e o diesel 0,97%. Com a alta, o preço da gasolina passará a custar R$ 2,0867, enquanto o do óleo diesel sobe para R$ 2,3716.

Este é o 11º aumento do preço da gasolina nos últimos dezessete dias. A exceção ocorreu entre os dias 12 e 15 deste mês, quando a estatal interrompeu a sequência de altas ao manter o preço da gasolina em R$ 1,9330, e entre os dias 19 e 21 quando os preços passaram para R$ 2,0680. Ao longo do mês de maio, o preço da gasolina subiu 16,07%.
O aumento ocorre no momento em que grupos de caminhoneiros paralisam algumas rodovias pelo país. Os atos pacíficos ocorrem em protesto contra o aumento nos preços do diesel.
O produto iniciou o mês custando R$ 2,0877 na porta das refinarias, sem a incidência de impostos, e passará a valer a partir da meia-noite dessa segunda-feira (21/5) a R$ 2,0867, contra os R$ 2,0680 que vigora desde o último aumento, no sábado passado (19/5).
Já o óleo diesel, que aumentará 0,97%, acumula alta de 12,3% desde o dia 1º de maio. Com o último aumento, o preço do produto passará de R$ 2,3488 – preço que passou a valer também no último sábado – para R$ 2,3716. É o sétimo aumento consecutivo do produto.
A Petrobras rebate as criticas às altas constantes dos derivados a atribui as elevações de preços às oscilações do preço do barril do petróleo no mercado externo. Segundo a estatal, “os combustíveis derivados de petróleo são commodities e têm seus preços atrelados aos mercados internacionais, cujas cotações variam diariamente, para cima e para baixo”.
Segundo a companhia, a variação dos preços nas refinarias e terminais é importante para que a empresa possa competir de forma eficiente no mercado brasileiro.
Fonte: Painel Politico
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